O caju é muitas vezes tido como o fruto do cajueiro (Anacardium
occidentale) quando, na verdade, trata-se de um pseudofruto.
O que entendemos popularmente como "caju" se constitui de duas partes: o
fruto propriamente dito, que é a castanha; e seu pedúnculo floral, o
pseudofruto, um corpo piriforme, amarelo, rosado ou vermelho.
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O Pseudofruto e fruto (propriedades e beneficiamento)
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De suas fibras (resíduo/bagaço), ricas em aminoácidos e vitaminas,
misturadas com temperos, é feita a "carne de caju" existe uma variedade
enorme de pratos feitos com o caju e com a castanha de caju.
O fruto propriamente dito é duro e oleaginoso, mais
conhecido como "castanha de caju", cuja semente é consumida depois do fruto
ser assado, para remover a casca, ao natural, salgado ou assado com açúcar.
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A extração da amêndoa da castanha de caju depois de seca, é um processo que
exige tempo, método e mão-de-obra. O método de extração da amêndoa da castanha de caju utilizado pelos indígenas era a sua torragem direta no fogo, para eliminar o "Líquido da Castanha de Caju" ou LCC; depois do esfriamento a quebra da casca para a retirar a amêndoa. Com a industrialização este método possui mais etapas: lavagem e umidificação, cozimento, esfriamento, ruptura da casca, estufamento. |
A amêndoa da castanha de caju é rica em fibras, proteínas, minerais
(magnésio, ferro, potássio, selênio, cobre e zinco), vitaminas A, D, K, PP e
principalmente a E, carboidratos, cálcio, fósforo, sódio e vários tipos de
aminoácidos. Um destes aminoácidos é a arginina que, no metabolismo,
transforma-se em óxido nítrico e este, por vez, alarga as artérias e diminui
a pressão sanguínea. Desta forma a castanha do caju contribui no combate às
doenças cardíacas .
A castanha-de-caju ainda verde (maturi) também pode
ser usada nos pratos quentes.
A castanha possui uma casca dupla
contendo a toxina uruxiol (também encontrada na hera venenosa), um
alergênico que irrita a pele. Por isso a castanha deve ter sua casca
removida através de um processo que causa dolorosas rachaduras nas mãos. A
castanha também possui ácido anacárdico, potente contra bactérias
gram-positivas como Staphylococcus aureus e Streptococcus mutans, que
provoca cáries dentárias.
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O "Líquido da Castanha de Caju" ou LCC, depois de beneficiado é utilizado em resinas, materiais de fricção, em lonas de freio e outros produtos derivados. Segundo o Núcleo de Tecnologia(NUTEC) da Universidade Federal do Ceará o LCC pode ser utilizado em vernizes, detergente industrial, inseticida e fungicida. Já o engenheiro químico Expedito José de Sá Parente realizou estudos sobre o LCC como combustível, associado ao óleo diesel. |
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